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domingo, 13 de março de 2011

Cisne Negro

   

 
      Ainda não entendi se gostei do filme ou não. Acho que ainda estou impactada. Talvez o filme não seja mesmo para ser entendido, ele é muito mais para se sentir... Isso eu fiz.
     Fica difícil falar sem contar o filme, e isso é chato, né? Mas a parte que mais me tocou foi quando um dos personagens pergunta: "o que você fez", e a Nina responde: "Eu senti..."
    Outra coisa que muito me afetou foi o movimento dos braços quando ela dança, tanto como Cisne branco, quanto como Cisne negro, não sei porque... Vejam um pouquinho

Series finale

      Sou apaixonada por séries, pouca gente sabe disso, mas eu as adoro! Sério, e nem sou muito exigente, assisto até "Arnold", sabe aquela que costuma passar no SBT, de milhões de anos atrás? Se deixar posso ficar o dia inteiro vendo vários episódios e não me cansar. Nada contra filmes, também os amo. Livros, então!!!!! Quem me conhece sabe que troco qualquer coisa por um bom livro, se estiver gostando do que estou lendo, o mundo pode acabar que não me importo. E se for uma série de livros, não resisto, tenho que ler todos!!!!!
     Às vezes fico me perguntando de onde vem essa mania, como hoje, e às vezes encontro algumas explicações. Acho que a principal delas é a de que amo histórias, e é aí que gostar tanto de livros, filmes e séries tem seu ponto comum. Gosto muito de um boa história, de poder acompanhar o que acontece com os personagens, seus atos, seus amores, suas dores, enfim, suas vidas. Se puder ter um mistério, um suspense no meio, melhor ainda! E é nisso que as séries saem na frente, pois elas duram mais, um filme tem umas duas horas apenas, tudo se condensa ali. Um livro pode durar mais, mas as séries podem ter anos, é quase como viver um vida paralela... Você pode acompanhar os personagens mudarem, partirem, voltarem, crescerem, são várias histórias dentro de uma história. (Fiquei pensando que isso tem muita haver com o que sempre me interessou na psicologia, antes mesmo da faculdade: que é poder acompanhar a vida de alguém, sabe ver seus movimentos... Mas isso fica para um outro texto, quem sabe?)
      Tem outra coisa de que gosto nas séries: por mais que elas durem uma hora elas tem um fim, e aí a gente sabe que pode esperar que, de um jeito ou de outro, tudo vai terminar da melhor forma possível. Então nossa parte sonhadora, que quer sempre ver finais felizes pode ficar sossegada, porque a gente sabe que por mais que as coisas parecem muito confusas, totalmente impossíveis de se acertar, ali no episódio que carrega o "Series finale" tudo vai se resolver, pelo menos a grande trama geral.
     Você já parou para pensar em quantas situações na vida seria bom olhar e ver escrito numa plaquinha essas palavras: series finale", pois era a dica de que as coisas vão se resolver. Confesso que eu adoraria!
     Todo esse texto só porque hoje assisti ao final de uma série. E acaba dando uma certa tristeza, não vou mais poder acompanhar essa história, torcer pelos personagens, essas coisas... Mas por outro lado é bom, tive um pouco de "final feliz". Tudo pode não terminar 100%, mas os pontos chaves se solucionam, e aqueles a quem você se apegou ficam bem.
     Bem, ainda bem que o que não falta no momento são séries, livros, filmes, ou seja, muitas histórias para acompanhar. Ah! E pessoas, muitas e muitas pessoas!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Comer Rezar Amar




Hoje fui assistir ao filme " Comer Rezar Amar". Saí do filme me perguntando se o que acontece é que a gente enxerga nas coisas tudo o que tem haver com o momento em que estamos vivendo ou se o filme realmente diz tudo o que ouvi ele dizer. No final das contas, acho que a resposta a essa pergunta não interessa muito, mas sim o que pude aproveitar do que falou comigo.
O filme começa com a protagonista conhecendo um xamã em Bali durante uma viagem. O xamã diz várias coisas para ela, fala de várias mudanças. E aí ela volta para casa e as coisas começam a aconter. Mas as coisas acontecem porque iam acontecer de qualquer jeito, ou porque ela começa fazer tudo pensando no que havia ouvido do xamã? Bem, essa é outra pergunta para a qual não cheguei a uma conclusão, e o importante seja por qual motivo for as coisas começam a acontecer. Mais do que isso, ela começa a fazer as coisas acontecerem. Não é fácil, ela sofre pra caramba, mas ela escolhe agir, mudar, encarar as transformações...
Em sua busca por Deus, por paz, por equilíbrio, ou seja lá o que fosse, Liz (a protagonista) traz a tona em vários momentos a questão da constante transformação da vida, desse nosso medo do caos. Desse nosso medo de que nossa vida seja um caos, o que nos impede de ver que a vida é caos, movimento, transformação. O equilíbrio como um objetivo a ser alcançado aparece na busca de Liz. Mas que equilíbrio é esse? Alcançar o equilíbrio é não mais se movimentar?
Tantas coisas chamaram minha atenção no filme, tantos detalhes que fica difícil falar... Talvez tenha ficado com mais perguntas do que respostas, mas acho que isso não é ruim não.
Liz viaja e nos leva junto em sua viagem. Primeiro em Roma, se apaixonando pela língua, pela comida, pela vida... Na Índia, num país que parece totalmente caótico à primeira vista, um lugar onde se busca a paz, rm que o convite é se abrir para Deus, para o mundo, para o outro, tornando possível se aproximar de si mesmo.. Em Bali, onde a história havia começado, porque o xamã disse que ela voltaria, ela volta. Aprende com o xamã, o ajuda, se reaproxima do amor, foge dele... 
O que a gente faz quando acredita que conquistou o que queria, mas quer algo mais que pode não estar se encaixando exatamente onde deveria para que tudo fique equibrado?
Novamente volto às perguntas: o que queremos? o que temos feito para conseguirmos isso? o quanto estamos abertos às transformações? o quanto nos agarramos ( mesmo que infelizes) a algo só por medo de soltar e simplesmente não estarmos mais presos? o quanto estamos abertos para experimentar?
Enfim, só posso dizer que recomendo o filme. Dá pra rir, pra chorar, pra pensar, pra sonhar (as praias de Bali são incríveis!). Talvez alguem veja e nada disso ocorra a essa pessoa e aí ela pode se lembrar da minha dúvida inicial: é o momento que me fez ver tudo isso ou o filme diz isso pra todos? Bem, ainda que ele não diga a mesma coisa pra todos, tenho certeza que algo ele vai dizer. E eu ficaria feliz se fosse escolhida pra compartilhar com qualquer um o que foi que ele falou...